Crónicas

Noites em branco

Sabem aquelas noites, quando o sono não nos visita e simplesmente, despertamos?
Ficamos acordados até mais tarde a ver aquela série de comédia, onde tudo parece tão ideal, tal como queríamos que a vida fosse.
Fechamos o computador. Ficamos a olhar para o teto. Abraçamos o escuro, mas os olhos não se fecham.
Aí voltamos a abrir o computador, ouvimos aquela balada antiga, Fast Car – Tracy Chapman (1988), lembramo-nos do verão, de todos aqueles dias tórridos que nos fazem sorrir, revivemos as nostálgicas fotos antigas. Pensamos nas chatices que temos e que poderiam ser evitadas se as pessoas não fossem “pequeninas”. Pensamos na inevitabilidade do crescimento, no começo de uma nova fase. A fase de saber as estradas e os caminhos de cor, porque já vamos sozinhos no carro. Pensamos em tudo e mais alguma coisa…
É aí que vemos que o tempo passa. Não estamos velhos, mas estamos a ficar mais “velhos”. É inevitável!
Ouvimos o mar a rugir do outro lado da janela. Observamos, mais uma vez, a lua e as estrelas.
Envolvemo-nos entre os lençóis, pensamos no irmão que já não mora em casa, nos pais que já dormem, nos amigos que já não estão online no Facebook. Lembramo-nos de tudo.
A vida é tão bonita e tão grande.

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