Crónicas

O valor de um homem 

 Esta manhã, como hábito recorrente das segundas, estive a consultar o site da Visão, para ler e analisar algumas das crónicas de Lobo Antunes. Li várias. Li muitas. Descodifiquei-as à minha maneira, enquanto intérprete momentâneo do texto, pois todos somos uma espécie de “donos” daquelas composições. Por instantes somos senhores das palavras e emoções, lendo cada frase como se fosse nossa, com o valor de verdade que lhes atribuímos. 
Hoje foi a “Mano”. 

Há crónicas que têm um poder incrível, fazendo-nos relembrar o sentido da vida e a capacidade de gostar. Há crônicas que nos abrem o coração. Há crônicas que são como os irmãos…

E um irmão poder ser muita coisa: médico, advogado, professor,… antes de tudo isso é um homem de valores. Um homem com a capacidade de partilhar a vida com outra pessoa. É um homem que abraça a humildade de não ser filho único. Um homem que é irmão é sempre um homem de valores. 

Tal como o autor diz: “Um homem generoso e elegante é tão raro, meu Deus, um homem com capacidade de amar assim ainda mais. Um homem que sabe o peso do amor por um irmão raríssimo…”

De facto, António Lobo Antunes é um arquiteto perfeito nessa sua escrita tão peculiar. Um estilo único que marca uma capacidade avassaladora de transformar o mais banal dos acontecimentos, no tema mais controverso e complexo. 

É um cronista que nos obriga a pensar duas vezes. 

Lobo Antunes é um irmão… 

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