Crónicas

Enquanto formos nove 

Ontem, noite de consoada, noite de reunião familiar, noite de festa. Éramos nove. Nove vidas, nove histórias, nove em volta de uma mesa. Nove corações que dançavam ao mesmo ritmo. 

Já fomos mais, é certo! Mas os anos passam. A vida acontece e muitas vezes neste processo inevitável, existem perdas e adições. 

As coisas nunca perdem o brilho. O natal nunca perde a cor. Os nossos olhos é que não conseguem ver a magia da mesma forma, tal como outrora. Outros tempos. 

É algo triste para se falar nesta época festiva, porém o encanto deste tempo resume-se a estes pequenos momentos, a nove. São as gargalhadas e as parvoíces, os risos e os olhares. 

E, enquanto cá andarmos, isso irá sempre existir. 

A vida e o dia a dia exigem-nos uma correria continua que nos fazem desvalorizar a nossa efémera existência. Aquela tia e aquele avô não vão estar ali para sempre. As rabanadas e as brincadeiras de criança nem sempre irão cair bem. 

Enfim, tudo isto é momentâneo e infelizmente estas passagens não se conseguem “puxar para trás” na box, tal como queríamos que acontecesse. 

A vida é mesmo assim. Dá-nos uns abanões fortes, quando caímos na realidade. 

O melhor é mesmo viver sem pensar muito. Viver e descomplicar.

Enquanto andarmos cá todos, isto fará sentido. 

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