Crónicas · Espreita Aqui

Wonder Woman 

Há filmes que são muito nossos. Existem histórias que nos tocam. O cinema tem esta capacidade incrível de nos transportar para realidades alternativas que nos encantam e deslumbram. 

Fascinamos com as fantasias dos romances, sentimos um pico de adrenalina com os filmes de ação e mergulhamos no suspense inseguro dos thrillers. 

Os dramas mostram-nos o mundo em que estamos inseridos e os filmes de animação levam-nos até às origens de petiz. 

São muitas as tipologias dos filmes que nos seduzem, cada um com o seu género e gosto pessoal. Porém, quando já há um cheirinho a Oscares no ar, convém sempre referir um dos filmes do ano: Wonder Woman. 

É verdade, é um filme de ficção e fantasia, mas já alguém parou para pensar no valor e na mensagem que este filme tem para a cultura e desenvolvimento do mundo?!

Todos nós já vimos filmes de super-heróis com o típico ator garanhão e fisicamente desenvolvido, que fica sempre com a miúda bonita no fim…

Este é diferente. 

Esta longa metragem, para além de ser um hino à força da mulher, é também uma espécie de romance que mostra a mediocridade do ser humano enquanto arma na guerra. A forma nua e crua como é feita a abordagem à guerra, pelo homem, é algo avassalador. 

De facto o ser humano continua a ser uma criatura muito complicada, com dupla capacidade. É capaz de criar as coisas mais bonitas do mundo, assim como escrever os capítulos mais negros e sangrentos da sua história. 

Porém, o filme remata de uma forma curiosa, monstrando o lado mais utópico do mundo do cinema: o amor é aquilo em que devemos acreditar. É uma expressão que já todos ouvimos, mas que deixamos de acreditar com a idade, infelizmente. 

É um filme que vale a pena ser visto, sobretudo num tempo tão negro como o dos assédios.

Mais que um filme, é sem dúvida uma verdadeira inspiração. 

Tal como o filme, a própria banda sonora é algo estonteante que encoraja cada um de nós. To be human, mais uma composição brilhante da cantora SIA que descreve o desafio diária que todos nós vivemos por sermos humanos. Lidamos com sentimentos e emoções diversas, e enfrentamos contratempos e adversidades, mas não somos de ferro, somos humanos. E é isso que faz de nós tão especiais. 

Uma prestação excepcional por parte de Gal Gadot, que reforça, novamente, o valor e o sentido da vida. 

Vale ver para entender! 

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