Crónicas · Daily Tips

São Miguel

A Terceira é a ilha do meu coração, mas tenho que confessar que S. Miguel foi uma das ilhas que mais me fascinou nesta viagem pelo arquipélago.

É verdade que o Pico tem os seus encantos e é inegável que o Faial “esconde” alguns tesouros e pontos míticos. No entanto, São Miguel foi especial.

Por isso mesmo o post de hoje é dedicado a esta ilha maravilhosa e alguns a dos seus locais mais especiais.

E se há local que não podia faltar é a Lagoa das Sete Cidades! Este é lugar mais conhecido do arquipélago. É uma espécie de “montra” dos Açores. Nunca tinha percebido o porquê dos fascínios pelas fotografias deste cenário, porém quando estamos diretamente, fisicamente – ou que lhe quiserem chamar – sentimo-nos tão pequeninos que compreendemos a força da natureza.

Esta foi a mensagem mais importante que retirei destas férias: Os Açores não se veem, sentem-se.

Ali, naquele alto, no miradouro da Vista do Rei, o nosso olhar consegue contemplar todo este encanto colossal. As cores, as tonalidades, a grandeza, a liberdade…

É um misto de sensações tão raro que sentimos os pés ainda mais presos à terra numa espécie de “chamamento” da natureza.

Tal como disse, só quem a vê sente esta imensidão de verde e azul. Muito provavelmente é um dos sítios mais apaixonantes do mundo.

Sabem aquelas paisagens com lagos que se vem nos filmes e nas fotos dos postais? Esta é uma delas. É de cortar a respiração.

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Outro cartão de boas vindas de S. Miguel são as suas praias. Ou melhor, as pouca que existem. Na sua maioria, o conceito de “praia” consiste em piscinas naturais. São estruturas geológicas que cerram pequenos lagos natatórios. É um refugio ideal para um banho ao final do dia. A água é completamente limpa e transparente e é renovada instantaneamente pela força da corrente. E ali estamos, à vontade com a fauna e a flora em pleno Atlântico.

Mas voltando às praias, essa sim são mesmo diferentes das do continente! A areia é escura e os godos são presença assíduas. Mal entramos ficamos com os pés pintados de preto.

De todas as que visitei, a praia de Mosteiros foi a que mais me tocou. E sim, digo tocou porque tocou mesmo! Já sabia que a água era apetecível, já sabia que a areia era negra, sabia que me ia divertir. Só não sabia que ia refletir. Grande foi o espanto quando me deparo com estas pequenas construções de pedras (fotografias disponíveis na galeria deste post). Muitos podem pensar que são só amontoamentos de calhaus, no entanto estas edificações transmitiram-me uma enorme sensação de esperança. Talvez por pensar que quem as contruiu o tenha feita para um dia voltar ao local e testemunhar a sua passagem, talvez por ser a nossa – e digo “nossa” enquanto expressão generalizada que agrupa todos nós – tentativa de deixar uma marca no mundo. Uma prova da noção e do esforço com que tentamos abafar a efemeridade da vida… um vestígio dos momentos em que tentamos congelar a perenidade do tempo. É um daqueles momentos em que tentamos guardar uma determinada imagem na memoria para mais tarde a recordarmos, saudosamente.

E pronto… já estou a ser nostálgico e a pensar de mais! Mas é sem sombra de duvida um dos pontos que recomendo para limpar a alma.

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Desta forma seguimos viagem para o próximo ponto do roteiro: O Salto do Cabrito! Quem não gosta daquelas cachoeiras de água naturais? Para os amantes destes cenários bucólicos esta é uma paragem obrigatória. Enfim o álbum que se segue explica tudo…

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Ainda nesta vertente paisagística, segue-se um dos locais mais apaixonantes desta ilha açoriana, a Lagoa do Fogo. É claro que depois da Lagoa das Sete Cidades a fasquia fica alta, mas esta lagoa é igualmente majestosa. E apesar do leve nevoeiro que a cercava, continuava a ser um “monumento” sublime.

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Fala-se de lagoas, piscinas naturais e afins, mas ainda não se falou muito de banhos! Mas calma não vale a pena deixar de ler! O próximo ponto do itinerário é todo a cerca disto. Poça da Dona Beija. Esta é uma que não deve ser estranha para quem já esteja na ilha. É um refugio ideal para os amantes do spa!

Aqui encontramos várias piscinas naturais que são aquecidas pela energia geotérmica do arquipélago! Há aguas para todos os gostos. Há locais com agua a 29 graus e outros com 39. Sim, 39 graus. Um autêntico jacúzi natural.

 

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E por falar do calor da terra, era impensável falar dos Açores sem referir o mítico cozido das furnas. As furnas são de facto um lugar muito célebre e meritório de uma visita! Quanto mais não seja pelo cozido. Um dos pratos mais rústicos do arquipélago, que é confecionado com recurso à energia interna da terra.

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Para terminar, não poderia encerrar este post sem falar das hortênsias. Hortências, hidranjas, ou, simplesmente, só dranjas (resquícios de um regionalismo acentuado). Estas flores são elementos legendários das ilhas. Por mais rude que seja a estrada nunca falta um corredor destas flores, para alegrar a viagem. As suas paletes de cores são variadas e podem ver-se distribuídas por toda e em qualquer ilha. Enfim, os Açores são mesmo hospitaleiros!

 

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Resta-me pedir desculpas por todos os telefonemas e mensagem a que não respondi. Aos emails e aos comentários sem retorno… Desde que cheguei desliguei parcialmente (à exceção do Vivências de um Camaleão) deste mundo digital. Agora, já no Porto, o meu lar, sinto-me de coração cheio e de alma limpa e serena.

Obrigado, Açores. Até breve!

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