Crónicas

Independência

A melhor coisa que ganhei com Inglaterra foi independência. Adoro a minha independência no geral. Obviamente que em Portugal era independente, ia para a escola sozinha, fazia os meus almoços, ia ao dentista sozinha e limpava o meu quarto ( okay, isto talvez não). E para além disto tudo, já trabalhei no verão e ganhei o meu próprio dinheiro que me ajudava a comprar o que eu queria.

Mas com a minha vinda para aqui o meu mundo foi aberto à verdadeira independência. Aquela que nos deixa sair a uma quarta feira à noite com aulas às 9 no dia seguinte, a que me deixa comer piza duas vezes por semana, comprar gomas ácidas no supermercado e, claro, aumentar de forma ridícula a minha coleção de sapatilhas.

Claro que a maioria destas ‘independências’ vem da maior independência que tenho, a minha independência financeira. Aos 18 anos sou uma rapariga completamente financeiramente independente dos seus pais. Acho que isto será sempre um dos maiores feitos na minha vida, saber que a minha mãe pode viver a vida dela e poder até viajar para algum lado sem se ter que preocupar em pagar as minhas propinas no fim do mês ou a minha renda.

Sei que existem alunos portugueses que trabalham para poderem ajudar os pais com as suas despesas, mas todos os meus amigos em Portugal não o fazem e todas as suas contas são pagas pelos pais. Não quero passar a impressão de que acho isto errado ou que me acho melhor que eles por isso, garanto que se tivesse ficado em Portugal, seria tal e qual como eles e apenas estudaria e bebia. Mas a grande vantagem que tiro de viver aqui sozinha é ter este poder financeiro que todos os meus amigos só vão ter daqui a 2, 3 ou 4 anos.

Para eles, a sua vida independente começará no momento em que acabarem o curso e arranjarem um emprego enquanto que para mim começou na primeira semana de aulas do meu Ano 0 com 17 anos. Claro que tinha dinheiro guardado que usei para me orientar no início quando ainda tinha poucas horas no meu trabalho e os meus pais pagaram-me as primeiras viagens de avião e todos os custos aderentes ao meu contrato com a OK Estudante que vos falei num dos primeiros posts.

Obvio que nos primeiros tempos me descontrolei completamente e comprei coisas que eram completamente desnecessárias e só consegui orientar o que gastava agora no segundo semestre. Sinto que o primeiro semestre e os meus primeiros 3 meses sozinha foram o período experimental e agora estou no caminho certo e a gastar o que devo para poder poupar o suficiente para o próximo ano já.

Como forma de poder ter mais controlo financeiro no próximo ano letivo, vou passar o verão a trabalhar na empresa dos meus pais para poder aprender mais detalhamente o negócio de família, mas o objetivo principal é para mais uma vez não ter que depender dos meus pais quando voltar em setembro. Apesar de ter o meu emprego garantido para o ano, começamos sempre o ano com poucas horas por semana e só com o avançar do tempo e as mudanças de horários é que nos são atribuídas mais horas.

Por isso sinto sempre a necessidade de ter dinheiro guardado para qualquer emergência, apesar de ir gastar muito menos em renda do que agora o que me levanta um EnOrMe peso dos ombros. Espero que tenham gostado desta pequena aula de finanças/glorificação pessoal desta semana.

See ya next week, M.

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