Crónicas

Mudou

Serei o único que ficou hilariante com a “hora nova”?

Hoje, quando o relógio apontava às sete e fechei a porta da cozinha, para sair de casa, o dia já estava cá fora. Talvez tenha sido apenas um acordar bem disposto, numa segunda feira em que se previa aguaceiros… Sim, porque as segundas são sempre segundas – que é como quem diz – são sempre o começo. E o começo sugere algo novo. O novo é desconhecido e sejamos convenientes, o ser humano nunca reage muito bem ao novo, pelo menos no começo… 

Porém, voltemos outra vez ao início do dia. Hoje até soube bem! Mesmo. Tanta luz, tanta frescura. Só me apetecia atirar com as mochilas para o jardim e ir fazer uma caminhada. Ainda bem que a minha grande dose de boa energia matinal não me melindrou. Assim que entrei na VCI, a chuva fez logo questão de me lavar o carro.

Ok, chove… rotina… vida. Comecei logo a pensar a mil. 

Sabem que mais? Acho que não vale a pena. 

Sim, ainda tenho de ir meter gasolina. Sim, logo vai ficar escuro super cedo. Sim, tenho uma reunião por vídeo chamada ao final do dia. Sim, ainda tenho que carregar o telemóvel e passar pela farmácia, pelo ginásio e uns outros tantos sítios que não são propriamente chamativos. 

Não vou quebrar, nem render.

É segunda. É! Sexta é feriado! 

Vai continuar a chover? Vai, e então?

Não é por estar com trombas que o panorama vai melhorar. Não é a hora que tem que mudar. Sou eu. Sempre. Todos os dias. Enquanto quiser ver as coisas assim, com este olhar positivo e com espírito de luta. Não é só a hora que muda. Somos nós. Eu mudo. Diariamente. Pelo menos tento. Apesar dos fracassos, das inseguranças, das “chapadas” que a vida e as pessoas – calma, não sofro de violência – me vão dando.  Quero continuar a ir além. Não faz sentido tolher-me com os medos que se vão fazendo soar mais fortes, à noite no escuro do tédio de quem resiste ao adormecer. É o stress. A ânsia pelo acordar. É uma necessidade minha, eu quero-o. Quero sair da cama cedo e ter que enfrentar tudo isto. Mesmo que hoje o dia seja mais difícil. Mesmo que hoje chova mais e não esteja produtivo. Mesmo que hoje corra mal e o peso sobre as costas seja maior. Mesmo depois disto tudo, pois tudo é vida e eu escolho ir em frente.

Quero “pegar o touro pelos cornos”. Embate direto. Em frente, pois só para a frente é o caminho. Quer seja com enormes pedras, ou repleto dos mais profundos buracos… é caminho. Só. E vou tentar fazê-lo da melhor forma. Seja como for. Mesmo que amanhã isto não me pareça mais do que uma batelada de palavras de quem estava vigoroso. É caminho.
Não é só a hora que muda. É a gente. E a gente muda o caminho.

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